Assistência
Posição lateral de segurança (PLS)
A Posição Lateral de Segurança,
pode ser utilizada em várias situações que necessitam de primeiros socorros, em
que a vítima esteja inconsciente, mas a respirar e com um bom pulso, uma vez
que esta posição permite uma melhor ventilação, libertando as vias aéreas
superiores.
Esta não deve ser realizada quando a pessoa:
§
Não estiver a respirar;
§
Tiver uma lesão na cabeça, pescoço ou coluna;
§
Tiver um ferimento grave.
O que fazer
1.
Com a vítima deitada, ajoelhe-se ao seu lado;
2.
Vire o rosto da vítima para si. Incline a cabeça desta para trás,
colocando-a em hiperextensão, para abrir as vias aéreas e impedir a queda da
língua para trás e a sufocação por sangue. Se a vítima estiver inconsciente,
verifique a boca e remova possíveis materiais que possam estar dentro desta;
3.
Coloque o braço da vítima que estiver mais próximo de si ao longo
do corpo dela, prendendo-a debaixo das nádegas desta;
4.
Coloque o outro braço da vítima sobre o peito dela;
5.
Cruze as pernas da vítima, colocando a perna que estiver mais
afastada de si por cima da canela da outra perna;
6.
Dê apoio à cabeça da vítima com uma mão e segure a vítima pela
roupa, na altura das ancas, virando-a para si;
7.
Dobre o braço e a perna da vítima que estiverem voltadas para cima
até que formem um certo ângulo em relação ao corpo;
8.
Puxe o outro braço da vítima, retirando-o debaixo do corpo dela;
9.
Certifique-se que a cabeça se mantém inclinada para trás de forma
a manter as vias aéreas abertas.
Respiração
A respiração é crítica para a sobrevivência do
organismo, e garanti-la é o ponto fundamental de qualquer procedimento de
primeiros socorros. O cérebro tem lesões irreversíveis (necroses) em no máximo
6 minutos após a interrupção da respiração. Após 10 minutos, a morte cerebral é
quase certa.
Para verificar a respiração, flexione a cabeça
da vítima para trás, coloque o seu ouvido próximo à boca do acidentado, e ao
mesmo tempo observe o movimento do tórax. Ouça e sinta se há ar saindo pela
boca e pelas narinas da vítima. Veja se o tórax se eleva, indicando movimento
respiratório.
Se não há movimentos respiratórios, isso indica
que houve parada respiratória.
Abertura das vias respiratórias
O primeiro procedimento é verificar se há
obstrução das vias aéreas do paciente. Para isso, deixe o queixo
da vítima levemente erguido para facilitar a respiração. Usando os dedos,
remova da boca objetos que possam dificultar a respiração: próteses,
dentaduras, restos de alimentos, sangue e líquidos. Os movimentos do pescoço
devem ser limitados, e com o máximo cuidado: lesões na medula podem causar
danos irreparáveis. Também é bom ressaltar: nunca
aproxime a mão ou os dedos na boca de uma vítima que esteja sofrendo convulsões
ou ataques epilépticos.
Respiração artificial
É o processo mecânico empregado para
restabelecer a respiração que deve ser ministrado imediatamente, em todos os
casos de asfixia, mesmo quando houver parada cardíaca.
Os pulmões precisam receber oxigênio, caso
contrário ocorrerão sérios danos ao organismo no aspecto circulatório, com
grandes implicações para o cérebro.
A respiração artificial pode ser feita de cinco
modos:
a) boca-a-boca
b) boca-nariz
c) boca-nariz-boca
d) boca-máscara
e) por aparelhos (entubação)
A máscara de respiração é obrigatória para
preservar o socorrista do contágio de doenças. Sendo utilizado contato direto
com o paciente apenas em situações adversas.
Procedimentos
Os procedimentos são os seguintes:
- deitar a vítima de costas sobre uma superfície
lisa e firme; - retirar da boca da vítima próteses (dentaduras, aparelhos de
correção, se possível) e restos de alimentos, desobstruindo as vias aéreas; -
elevar com delicadeza o queixo da vítima, estabilizando a coluna cervical (é
importante o cuidado com a medula e que a vítima não se movimente, especial atenção
em casos de possível traumatismo); - tapar as narinas com o polegar e o
indicador e abrir a boca da vítima completamente; - a partir dai o socorrista
deverá respirar fundo, colocar sua boca sobre a boca da vítima (sem deixar
nenhuma abertura) a soprar COM FORÇA por duas vezes seguidas , até encher os
pulmões, que se elevarão; - afastar-se, tomar novamente ar e repetir a operação
em média 12 vezes por minuto, de maneira uniforme e sem interrupção (ou seja, a
cada 5 segundos a pessoa deve repetir a operação).
É importante dizer que a ausência de pulsação
requer o procedimento de compressão torácica externa (massagem pulmonar) ou
reanimação cardíaca
Asfixia/sufocação
Dependendo da gravidade da asfixia, os sintomas
podem ir de um estado de agitação, palidez, dilatação das pupilas (olhos),
respiração ruidosa e tosse, a um estado de inconsciência com parada
respiratória e cianose (tonalidade azulada) da face e extremidades (dedos dos
pés e mãos).
O que fazer
§
Manobra de Heilmich
Se a asfixia for devido a um corpo estranho,
proceda assim (numa criança pequena):
§
Se o objeto estiver no nariz, peça à criança para assoar com
força, comprimindo com o dedo a outra narina;
§
Se for na garganta, abrir a boca e tentar extrair o objeto, se
este ainda estiver visível, usando o dedo indicador em gancho ou uma pinça, com
cuidado para não empurrar o objeto;
§
Colocar a criança de cabeça para baixo, sacudi-la e dar tapas (não
violentos, mas vigorosos) no meio das costas, entre as omoplatas, com a mão
aberta.
Quando há algum objeto impedindo a passagem de
ar, médicos muitas vezes se vêem obrigados a perfurar com uma caneta, ou objeto
equivalente, a parte frontal inferior do pescoço, perfurando a pele onde há
pequena cavidade (na parte final da laringe, já próximo da traquéia). Retirada a
caneta, a pessoa pode passar a respirar pelo pequeno orifício. Destacamos
contudo que tal procedimento deve ser adotado por pessoas com conhecimento
avançado de anatomia, para que não sejam atingidas artérias, cordas vocais,
etc.
É válido ressaltar que ninguém pode ser
condenado criminalmente por tentar salvar a vida de terceiro, ainda que no
socorro acabe provocando lesões como a fratura de uma costela, fato comum na
hipótese de reanimação cardíaca. É que na hipótese se verifica a excludente de
ilicitude denominada Inexigibilidade
de conduta diversa.[carece de
fontes]
Procedimentos que, em
hipótese alguma, devem ser praticados
§
Abandonar o asfixiado para pedir auxílio
§
deixar o asfixiado nervoso
Crise asmática
A criança/jovem com asma é capaz de responder
com uma crise de falta de ar em situações de exercício intenso (nomeadamente a
corrida), conflito, ansiedade, castigos, etc. Caracteriza-se por uma tosse seca
e repetitiva, dificuldade em respirar, respiração sibilante, audível, ruidosa
(pieira e/ou farfalheira), ar aflito, ansioso, respiração rápida e difícil,
pulso rápido, palidez e suores, e Prostração, apatia.
Na fase de agravamento da crise a respiração é
muito difícil, lenta e há cianose das extremidades, isto é, as unhas e os
lábios apresentam-se arroxeados.
O que fazer
§
Tranquilizar a situação. É importante ser capaz de conter a
angústia e a ansiedade da criança/jovem, falando-lhe calmamente, e
assegurando-lhe rápida ajuda médica;
§
Manter a criança/jovem num local arejado onde não haja pó, odores
ou fumaça;
§
Colocá-lo numa posição que lhe facilite a respiração;
§
Contactar e informar a família;
§
Se tiver conhecimento do tratamento aconselhado pelo médico para
as crises pode administrá-lo;
§
Se não houver melhoria a criança deve ser transportada para o
hospital.
Recomenda-se aos asmáticos "em crise"
que deitem diretamente num chão de madeira ou num colchão fino para deixar a coluna
reta.
Em seguida, convém respirar com calma, pegando
bastante ar com o nariz, com uso do diafragma, jogando o ar em direção ao
estômago de modo a encher bem os pulmões. Após isso convém soltar o ar com a
boca bem devagar esvaziando o máximo os pulmões sem pressa. Mantendo a
seqüência a pessoa recupera o controle da respiração.
Se alguém estiver junto pode colocar a mão (sem
fazer peso) sobre o pulmão do asmático para acalmá-lo.
É bom cuspir qualquer secreção decorrente do
apontado exercício respiratório.