Primeiros socorros são uma série de procedimentos simples com o intuito de manter vidas em situações de emergência, feitos por pessoas comuns com esses conhecimentos, até a chegada deatendimento médico especializado.
O melhor é obter treino em primeiros socorros
antes de se precisar usar os procedimentos em quaisquer situações de
emergência.
Diversas situações podem precisar de primeiros
socorros. As situações mais comuns são atendimento de vítimas de acidentes
automobilísticos, atropelamentos, incêndios, tumultos, afogamentos, catástrofes
naturais, acidentes industriais, tiroteios ou atendimento de pessoas que passem
mal: apoplexia (ataque cardíaco), ataques epilépticos, convulsões, etc.
Tão importante quanto os próprios primeiros socorros é
providenciar o atendimento especializado. Ao informar as autoridades, deve-se
ser direto e preciso sobre as condições da(s) vítima(s) e o local da
ocorrência.
Sobre a Avaliação da cena ou sinistro
É muito importante salientar que para a
abordagem de uma vítima primeiro você deverá ter idéia do contexto geral da
situação, pois apenas com uma pré-avaliação do local é que se pode conhecer o
tipo de vítima com a qual se está lidando. A ocorrência pode ser classificada
como clínica (mal súbito, problemas fisiológicos)
ou trauma (mecanismos de troca de energia). A
avaliação da cena também é importante para que se possam dimensionar os riscos
potenciais existentes na cena, prevenindo assim que a pessoa que tem o intuito
de aplicar os primeiros socorros não se torne mais uma vítima da ocorrência. A
Avaliação de Cena é divida em quatro fases: 1)Segurança - verificar se a cena é
segura para ser abordada 2)Cinemática do Trauma - verificar como se deu o
acidente ou sinistro 3)Bioproteção 4)Triagem/Nr de Vítimas
Sobre a Avaliação das condições gerais da vítima
Todo procedimento de primeiros socorros deve
começar com a avaliação das condições da(s) vítima(s).
Devem-se observar sinais (tudo o que se observa ao examinar uma
vítima: respiração, pele fria, palidez, etc.), sintomas (é o que a vítima
informa sobre si mesma: náusea, dor, vertigem, etc.) e sinais vitais (sinais cuja
ausência ou alteração indica grave irregularidade no funcionamento do
organismo. São eles: pulso (batimentos cardíacos), respiração, pressão arterial
e temperatura. Existem estudos à luz das evidências científicas atuais que a
dor pode ser considerada o quinto sinal vital, uma vez que somente os vivos
sentem dor.
Desta forma um ponto importante tanto para o
socorrista profissional ou leigo será em primeiro momento avaliar o nível de
consciência de sua vítima usando um parâmetro muito simples, chamadoA.V.D.I.:
§
A (ALERTA)
§
V (VOZ)
§
D (DOR)
§
I (INCONSCIÊNCIA)
Em primeiro lugar, abordar a vítima independente
do mecanismo sendo traumático ou clínico: se ao tocar na vítima o socorrista
percebe uma reação espontânea, concluímos que ela está na fase A (ALERTA). Isto
é um indício de que existe atividade neurológica: o cérebro está sendo suprido
de oxigênio, pois para isto acontecer ele tem de estar estimulando o grupo
muscular da respiração, como musculatura diafragmática e intercostal (caixa
torácica).
Já a fase V (VOZ) é percebida quando a vítima
não responde ao ser chamada pelo nome. É bom lembrar que a audição é um dos
últimos sentidos a serem perdidos antes de o cérebro entrar em estado de
inconsciência.
Não havendo nenhuma resposta à solicitação
verbal estimularemos a D (DOR): feche a mão e com a área da dobra dos dedos
friccionar o esterno da vítima, que fica localizado no meio do tórax, na junção
das costelas. Havendo uma resposta muscular da vítima tanto em tentar inibir o
estímulo ou qualquer outra que seja, saberemos que ainda existe uma atividade
neurológica funcional, pois o cérebro ainda recebe oxigênio.
Entretanto, se não houver nenhum tipo de
resposta como em não estar em ALERTA, responsivo à VOZ ou à DOR, a vítima está
no estágio de I (INCONSCIÊNCIA), no qual o cérebro não mais recebe oxigênio e
por falta deste não haverá estímulo muscular. O que preocupa é a possibilidade
da necrose, que é a morte de parte dos tecidos dos cérebro por escassez de
oxigênio. Isso pode levar à paralisia, ao coma, e, em casos mais graves, à
morte. Acontece também o que chamamos de relaxamento muscular generalizado, e o
músculo da cavidade bucal, localizado imediatamente abaixo da língua, pode fazê-la
inclinar-se para trás, o que obstrui a passagem de ar.
No próximo Post vou fazer a conclusão desta matéria para vocês...
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