A Psicologia contemporânea parece confundir-se com a aplicação dos
testes e, em alguns casos, julga-se que, sem esse tipo de instrumento, o
psicólogo não seria capaz de fazer qualquer afirmação científica do
comportamento humano. Talvez seja pelo fato das ciências serem
conhecidas por suas técnicas que lhes permitem aplicações e resultados
visíveis. Assim, como o público tende a ver os antibióticos como capazes
de curar todas as infecções, por analogia, também à considerar os
testes como recursos infalíveis para conhecer as pessoas e suas
aptidões.
No entanto, assim como o médico é obrigado a conhecer a potencialidade
dos remédios e a levar em conta suas contra-indicações, da mesma forma o
psicólogo deve saber, não apenas as vantagens dos testes, mas, também
os limites de sua utilidade e validade. Do contrário, correrá o risco de
apresentar diagnósticos falsos ou deformados, pois estariam baseados em
resultados falhos e incompletos.
Os testes psicológicos não consistem numa exemplar neutralidade e
eficácia em 100% nos seus resultados, mas isto não implica que os mesmos
devam ser dispensados. Desde que atendidas as pré-condições de sua
aplicação, e que o psicólogo examinador tenha conhecimento, domínio da
aplicação e da avaliação, os testes se instalam como referencial que
elimina boa parte da “contaminação” subjetiva das suas percepção e
julgamento. É importante ressaltar a condição dos testes como mais um
recurso que auxilia o profissional na compreensão e fechamento das
considerações a respeito de um examinando, seja em processo seletivo
(exame psicológico ou psicotécnico), avaliação psicológica e
psicodiagnóstico.
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